Devemos utilizar apenas rocha viva de composição calcária. É possível manter-se aquários com rochas de outra composição, mas as "dores de cabeça" que isso gera não compensam a economia inicial de dinheiro. Rocha viva de qualidade possui ampla cobertura de algas roxas e rosadas (coralíneas), não cheira mal (cheira a "maresia" apenas), possuindo grande variedade de microorganismos benéficos. Quando se monta um aquário com rochas vivas de qualidade apropriada e procede-se de acordo com esse momento inicial da vida do aquário, não se nota grande oscilação de teores de nitritos, amônia, etc.. A rocha viva necessita de um período de adaptação à condição do aquário (cura). Nesse espaço de tempo, podemos "ajudar" a maturação do aquário efetuando trocas de água constantes e de grande proporção em relação ao volume total contido pelo corpo aquático. No prazo de um mês desse procedimento, diminuímos a freqüência de trocas parciais de água, e adotamos um regime de trocas de água parciais mais espaçadas entre si. Essas trocas parciais são de certa maneira fundamentais para se evitar o acúmulo de poluentes e nutrientes nesse período inicial, evitando-se assim parte do problema de explosão de algas indesejáveis, típico desse momento.
Naturalmente, deve-se usar água natural ou sal sintético da melhor qualidade possível.
No caso do sal sintético, deve-se prestar especial atenção quanto à água doce utilizada para a mistura. Teste sua água de torneira quanto a seu conteúdo de substâncias "indesejáveis" (nitratos, silicatos, cloro, fosfatos, etc.), e corrija os teores encontrados de maneira apropriada. Geralmente, o aquarista mais preocupado com qualidade de água acaba por adquirir um filtro de osmose reversa para obter água própria para uso em aquários de recifes de corais. A partir desse período de maturação da rocha, consideramos a introdução dos primeiros animais. O "recife" construído no aquário terá então condições biológicas e químicas apropriadas para isso.
Desde 1.992, temos experimentado benefícios inegáveis lançando mão de um recurso simples quando da montagem de aquários de recifes de corais, introduzindo areia calcária (obtida a partir de alga Halimeda seca) depositada no fundo do tanque. Essa camada de areia deve ter no mínimo 4 centímetros de espessura, e ser colocada sobre placas perfuradas (a conhecida "placa de filtro biológico de fundo") que recubram todo o fundo do aquário. Não se deve usar bombas de qualquer tipo para o recalque da água que se encontra entre o vidro do fundo e o meio superior. A movimentação da água contida nesse espaço se dá por difusão. O resultado é a criação de uma zona de baixo teor de oxigênio, e a conseqüente colonização desse espaço por certas bactérias, que em seu processo de respiração eliminam nitratos da água circundante. Os ácidos liberados nessa região do aquário dissolvem gradativamente a areia imediatamente superior, ajudando a estabilizar (parcialmente) os teores de cálcio e carbonatos/bicarbonatos da água. Com esse procedimento simples, elimina-se o problema de acúmulo de nitratos no aquário, que a partir de determinadas concentrações pode vir a causar sérias preocupações
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